26 alunos ucranianos já integraram escolas da Região

A Secretária Regional da Educação e dos Assuntos Culturais assegura que os alunos ucranianos que cheguem as escolas da região terão adaptações curriculares para promover uma “integração efetiva na comunidade e no sistema de ensino”.

“Queremos garantir que não haja uma perda de tempo nas aprendizagens dos alunos e que, na medida do possível, o tempo que eles estão nas escolas açorianas possa depois repercutir-se numa certificação para efeitos curriculares, como sucede no resto do país”, declara a governante.

O documento que estabelece as normas de integração dos alunos refugiados da Ucrânia no sistema de ensino Regional foi, este sábado, publicado em Jornal Oficial.

Para Sofia Ribeiro, o aluno que esteja a “desenvolver aprendizagens”, deve ver essas aprendizagens “devidamente avaliadas”, para depois serem reconhecidas, “não somente no sistema de ensino português, mas também se regressarem ao seu país”.

A governante explicou que a admissão dos alunos na escola deve ser “logo acompanhada pelos serviços de psicologia e orientação, que vão aferir da condição e das necessidades especiais que estes alunos tenham na sua integração, quer curricular, quer na sociedade”.

Depois dessa avaliação, o aluno é integrado “numa turma que tenha o mesmo nível de idades” e, no caso de ser necessário fazer alguma adaptação, “far-se-á, como se faz com qualquer aluno açoriano”.

A governante explicou que integração na turma é acompanhada por uma “adaptação curricular” que passa também por “uma adaptação do número de horas em sala de aula”.

Para Sofia Ribeiro, o domínio da língua portuguesa é “absolutamente essencial”,  para a integração na sociedade “e não apenas para a progressão de estudos”.

Para isso, os alunos terão obrigatoriamente a disciplina Português Língua Não Materna, lecionada por professores das escolas em que estão integrados.

No currículo de cada aluno será ainda dada prioridade “às áreas das expressões artísticas e motoras”, aulas em que “o domínio do Português é menos essencial, e que propiciam uma maior integração no grupo da turma”.

De acordo com a Secretária Regional, enquanto a situação fiscal das famílias não estiver definida, foi dada orientação “para que seja aplicado o escalão mais baixo, ou seja, com comparticipação máxima no que concerne aos serviços de ação social escolar”.

As escolas da Região já integraram 26 alunos, entre os três e os 15 anos de idade, distribuídos pelos vários ciclos e níveis de ensino, nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Faial, Flores e Corvo.

AA/GRA