A “Lagoa Primeiro – LP” veio para ficar

Os últimos dois meses na Lagoa ficaram marcados, até nos jornais refletidos, pelo aparecimento de um movimento cívico, completamente inédito, e novo por estas paragens.

Constituída por gente independente com relação à sua prenuncia dita cuja correlacionada ao concelho de Lagoa, em particular, este movimento de cidadãos, em apenas algumas semanas, conseguiu fazer-se ver, ouvir e dizer que «veio para ficar».

Efetivamente, já tiveram, em conjunto, a oportunidade de lançar várias propostas oportunamente tornadas públicas: no total, lançaram um manancial de ideias e propostas, como: a redução drástica, e progressiva do uso do papel na Câmara Municipal de Lagoa; a abertura, na Lagoa, de um espaço destinado à aprendizagem de línguas variadas; a isenção das despesas com o abastecimento de água e despesas com a chamada “tarifa fixa”, na água, aos jovens casais que se fixem na Lagoa; propôs-se a criação de uma “Bolsa de Mérito do Ensino Secundário”; defendeu-se que as reuniões públicas de Câmara fossem descentralizadas; propôs-se medidas de combate ao tráfico e consumo de droga, na Lagoa; e defendeu-se, igualmente, já para 2022, a redução, em 20%, da precariedade laboral no Município de Lagoa, com o reforço de efectivos a vínculo definitivo.

Mas também lamentaram algumas situações.

Lamentaram o «vazio de ideias» da Autarquia de Lagoa no combate às Alterações Climáticas, inércia patente, aliás, no Plano e Orçamento para 2022; lamentaram, e denunciaram, a situação discriminatória relativamente à consulta comércio local na compra de cabazes alimentares, por parte da edilidade, para posterior distribuição às famílias com COVID isoladas, do concelho; denunciaram a situação a nível de trânsito na Rua Augusto Manuel de Freitas; denunciaram a situação na Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira (falta de condições para estudo e consulta), e também denunciaram a falta de transparência patente em muitos sítios institucionais de Juntas de Freguesia do concelho.

Estão na luta por um aumento, de 7.500€ na dotação atribuível a projetos jovens no âmbito do Orçamento Participativo do Município de Lagoa, o que constituiria um passo assaz significativo para a Juventude.

Na luta contra a precariedade laboral no concelho! Na luta por mais Igualdade. Na Luta por mais Justiça. Na luta por mais Oportunidades para Todos. E já conseguiram, pois, algumas vitórias.

Houve uma clara abertura da presidente de Câmara, em reunião realizada, para a realização de reuniões públicas de câmara descentralizadas, e a publicação dos editais dessas reuniões nas redes sociais.

A Câmara irá, igualmente, integrar 20-30 novos trabalhadores nos Quadros, todos do Parque Municipal de Máquinas e Obras do Município, já em 2022. Reivindicaram, no entanto, 48. 20-30 é menos do que se pedia, mas, ainda assim, um passo.

Outra boa notícia: a perfeita sintonia, e mãos dadas, entre a Drª Cristina Calisto e A Lagoa Primeiro – LP quanto ao tráfico e consumo de droga, na Lagoa. É que, para ambos, é a prioridade – e isso foi assumido em reunião realizada entre ambos.

O Conselho Municipal de Segurança será reativado; a iluminação pública será reforçada (e reforçou-se o apelo em alguns locais, principalmente); serão postas câmaras infravermelhos em pontos críticos; e a fiscalização continuará a ser feita.

As drogas sintéticas, a ver do Movimento e da Câmara, têm de ser crime. Ficou-se a conhecer melhor as relações entre a Câmara e as Filarmónicas do concelho. Ficaram mais esclarecidos os apoios, em tempos de pandemia, da Câmara às empresas lagoenses.

A situação na Rua Augusto Manuel de Freitas será resolvida.

Para além disso, o Movimento “Lagoa Primeiro – LP”, mais recentemente, sugeriu a instalação progressiva, e após apresentação e discussão pública da medida, de parquímetros em Nossa Senhora do Rosário, por forma a disciplinar o estacionamento abusivo e a, de certa forma, estimular o comércio local.

Considerou-se, enquanto Movimento, que esta medida tem três pontos fortes: permite uma disciplina de estacionamento que não existe; permitirá, eventualmente uma maior dinâmica funcional no centro da cidade; assim como, por fim, entendeu-se, permitirá um aumento do dinamismo económico das empresas locais sediadas.

O que se propõe vai no sentido de: instalar parquímetros na Rua 25 de Abril [a partir da Rua Formosa – lados esquerdo e direito da faixa], mas somente até onde se começa a Rua Dr. José Pereira Botelho.

Depois, do início da Rua Dr. José Pereira Botelho até à Travessa Dr. José Pereira Botelho [somente do lado direito de quem desce]. E à frente da Igreja, nos novos lugares instalados aquando da requalificação da Praça Nossa Senhora do Rosário.

Esta medida, crê-se, terá um impacto positivo. Mas sugere-se, primeiro, que haja a discussão e o debate público necessário, em conjunto, em torno dela.

Por: Júlio Oliveira