Açores celebram primeira Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos

A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Lajedo, em Ponta Delgada, e a ermida do mesmo nome em Santa Maria, viveram nestes dias 12 e 13 de maio, a festa da sua Padroeira: Nossa Senhora de Fátima, uma celebração que acontece em comunhão com as celebrações do Santuário de Fátima. O Terço, a Procissão de Velas e a Eucaristia foram os pontos altos das duas celebrações, que se estenderão a outros lugares de igual devoção nos Açores.

Em Ponta Delgada, as celebrações que fazem memória da Primeira Aparição na Cova da Iria, evocam também a inauguração e dedicação da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Lajedo em Ponta Delgada, a mais recente Igreja da ilha de São Miguel, com 13 anos.

Desde a sua inauguração, “a Igreja de Nossa Senhora de Fátima tem vindo a ser e a crescer como um verdadeiro local e centro do culto mariano, de oração e encontro com Deus”, informa uma nota enviada pelo pároco, padre Norberto Brum, ao Igreja Açores.

“Apesar de ser a paróquia mais jovem da cidade, e da ilha, a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima tem vindo gradualmente a crescer em dinamismo e ação pastoral”, esclarece ainda destacando que este ano “a celebração com os idosos dos diversos Centros de Convívio de ilha que, devido à pandemia, havida sido suspensa” regressará.

“Tudo se conjuga para que estes dias sejam de festa, de encontro e oração” afirma o padre Norberto Brum.

“Como a casa da Mãe aberta a todos os seus filhos, a Igreja de Nossa Senhora de Fátima permanecerá nestes dias, como em todos os dias da semana, aberta para acolher todos quantos procuram encontrar-se com Maria, Mãe de Jesus e nossa também”, conclui.

Também em Santa Maria, a primeira ermida dedicada a Nossa Senhora de Fátima construída fora da diocese de Leiria-Fátima, logo a seguir à Capelinha das Aparições, o momento é de festa e de peregrinação.

Esta ermida açoriana, erguida no lugar das Feteiras de Cima, na paróquia de São Pedro, em Vila do Porto, foi aberta ao culto a 17 de maio de 1928, e a sua construção resultou de um esforço conjunto do pároco de então, Monsenhor Virgínio Lopes Tavares e de vários fiéis que contribuíram com donativos em dinheiro para que o templo fosse construído.

De acordo com documentação constante no Livro do Tombo da Igreja Matriz de Vila do Porto “a ermida mede 11 metros de comprimento e cinco de largura. É de estilo ogival, tendo na frente duas fenestres em vidraças estreitas” e fica no alto de uma colina, sendo o acesso feito por degraus, em número equivalente ao das contas do Rosário.

AA/IA