Artrite Reumatóide: o isolamento e a ausência de cuidados de saúde durante a pandemia

A A.N.D.A.R (Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide), realiza as XXI Jornadas, contando com a presença de decisores políticos.

Este ano, destacam-se as aprendizagens retiradas da pandemia, que para Arsisete Saraiva, Presidente da A.N.D.A.R, vão recair naquilo que se tornou mais difícil para os doentes, com toda a “incerteza, o isolamento, a ausência de consultas médicas e o atraso nas cirurgias.” 

A A.N.D.A.R pretende ajudar a melhorar a qualidade de vida dos doentes que sofrem com Artrite Reumatóide “apoiando o empoderamento e participação na gestão da doença, reforçando o apoio médico social e a informação actualizada”, afirma. Estas Jornadas vão permitir “divulgar conhecimento, discutir as necessidades não satisfeitas dos doentes”, mas também, trazer esperança, com o “esclarecimento de dúvidas e apresentação de novidades”. É neste sentido que se vão abordar, em conversa com especialistas na área da Reumatologia, as novas formas de tratamento existentes e as manifestações nalguns órgãos menos conhecidos. Também abordadas as implicações da infeção por SARScoV2 na AR e a forma como as vacinas contra a COVID-19 “têm reduzido a morbilidade e complicações mais graves da doença, diminuindo os internamentos e a mortalidade dos doentes”.

Mote para uma das conversas nestas XXI Jornadas é a literacia em saúde. Segundo a Presidente da A.N.D.A.R a mesma é um facilitador da “participação ativa dos doentes nas decisões que lhe dizem respeito mais rápido acesso e diagnósticos mais precoces, com uma maior adesão ao tratamento e melhor prognóstico com mais baixos custos económicos e sociais”.

Atualmente, em Portugal, existem cerca de 50.000 a 70.000 doentes diagnosticados com Artrite Reumatóide, uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. O principal sintoma é a inflamação das articulações que com o tempo pode levar a deformidades. Quando não tratada precocemente, traz graves consequências para os doentes. Pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum entre os 30 e os 50 anos, com maior prevalência no sexo feminino.

AA/GW