Avança o “Plano de recuperação de aprendizagens” em Vila Franca do Campo

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo reuniu com a Secretária Regional da Educação e representantes de diversas instituições do Concelho naquele que foi o primeiro passo com vista a colocar em prática o “Plano de Recuperação de Aprendizagens”.

“A educação foi um dos setores mais afetados com a pandemia. As crianças e os jovens fizeram demasiados sacrifícios e as entidades públicas devem unir esforços para garantir que se faça tudo o que for possível para recuperar daquilo que foram as dificuldades sentidas nestes últimos tempos”, frisou, acrescentando que as entidades públicas têm o dever de cooperação “que é estratégico, porque as câmaras municipais estão mais perto das dificuldades sociais da sua população, e podem antecipar estes problemas, para ajudar a solucioná-los”, avançou Ricardo Rodrigues citado numa nota de imprensa.

O Edil Vila-franquense apontou que as autarquias têm, por exemplo, instalações desportivas, cobertas ou ao ar livre, que as crianças podem utilizar nos tempos livres.

Ricardo Rodrigues quis, também, significar que a Autarquia disponibilizará todos os meios, quer logísticos, quer financeiros, para que os cerca de 1500 alunos do Concelho tenham êxito na recuperação de algumas aprendizagens que perderam durante este último ano e meio.

O Autarca lembrou, ainda, que, no início da pandemia, a Câmara Municipal fez um levantamento das necessidades dos alunos das escolas do Concelho, adquirindo 140 computadores portáteis, que cedeu às escolas para suprir as necessidades e permitir a todos o acesso ao ensino à distância.

Por sua vez, a Secretária Regional da Saúde, reiterou que “não há sucesso em políticas que sejam definidas unilateralmente. Só pode haver sucesso se houver uma construção conjunta e é precisamente isto que estamos aqui a criar”.

Sofia Ribeiro explicou que a Tutela está a implementar um programa, em parceria com o Município, no sentido de se poder ter respostas diferenciadas para os alunos.

A governante explicou que não se pretende reforçar as aulas, “quer-se dar outro tipo de respostas igualmente positivas e incentivar as aprendizagens informais e não-formais. Quer-se a dinâmica de outras atividades lúdicas, que também possam permitir a aquisição de outras competências”.

“Já temos, nos nossos Municípios, no local, os centros de atividades de tempos livres a trabalharem e o que pretendemos é, por um lado, alargar o índice de abrangência a mais crianças para essa via, e, por outro lado, adequar ainda melhor estas respostas, que são dadas com grande qualidade, para de uma forma mais orientada e articulada com as escolas dar estas respostas para recuperação das aprendizagens”, observou.

Sofia Ribeiro afirmou, ainda, que no interregno de aulas, em que os alunos têm as suas férias, “faz sentido que existam atividades diferenciadas onde os alunos, através da brincadeira, do jogo, de workshops, possam fazer outras aprendizagens”.

O “Plano de Recuperação de Aprendizagens” vai também ser desenvolvido no concelho da Ribeira Grande.

AA/CMVFC