Bloco quer que uma parte dos terrenos da SINAGA seja destinado a políticas públicas de habitação

O Bloco de Esquerda defende que uma parte dos terrenos da SINAGA, no âmbito da extinção da empresa, deve ser destinado à construção de casas para a criação de uma bolsa pública de habitação a preços acessíveis.

“Já que o prejuízo deixado pela má gestão da empresa vai ser paga pelos açorianos, ao menos que uma parte dos terrenos sirvam para políticas públicas de habitação” que possam beneficiar as famílias que têm dificuldade a aceder a habitação porque nem cumprem critérios para ter habitação social, nem conseguem empréstimo de um banco, disse António Lima.

A proposta do Bloco de Esquerda para que “25% do património imobiliário da SINAGA situado em zona urbana” seja “reservado para persecução de políticas públicas de habitação, nomeadamente para a criação de bolsa pública de habitação a preços acessíveis”, foi rejeitada por PSD, CDS, PPM, IL e Chega. O PS absteve-se e o PAN foi o único partido que acompanhou o Bloco votando a favor.

Esta votação dos partidos que suportam o governo demonstra que estes partidos têm outros planos para aquela área urbana, que provavelmente passa pela construção hotéis, por exemplo.

António Lima frisa que esta era uma “oportunidade de fazer as coisas bem feitas, reservando uma parte destes terrenos para habitação a preços acessíveis” e lembra que “há dinheiro para isso”, nomeadamente os 60 milhões de euros que os Açores vão receber no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência para a área da habitação.

Ainda sobre a extinção da SINAGA, o Bloco de Esquerda insiste que os trabalhadores não podem ser prejudicados.

AA/BE