Câmara da Lagoa quer cedência da Fábrica do Álcool por parte do Governo Regional dos Açores

Em audição da comissão especializada permanente de assuntos sociais, o Vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, frisou a intenção camarária no que se relaciona com a Fábrica de Álcool, cuja resolução futura para aquele espaço é de facto uma prioridade para o atual executivo camarário. A intenção passa por uma cedência do edifício à edilidade por parte do Governo Regional dos Açores, bem como apoio monetário que garanta a sua manutenção, conservação e requalificação/ adaptação à dinamização que a Câmara Municipal de Lagoa pretende para aquele espaço e zona e que é capaz de promover. A título de exemplo, elencou o que se sucedeu com o Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, cedido pelo Governo, tendo a edilidade requalificado, dinamizado e devolvido à comunidade lagoense.

Nessa matéria, Frederico Sousa recordou ainda a atuação do município de Lagoa que, através de um grupo de trabalho nomeado para o efeito em 2017, já definiu um conjunto de linhas orientadores para a afetação daquilo que pode ser o novo uso da fábrica e que reconhece também aquilo que constitui interesse para a comunidade local lagoense, salvaguardando o valor do património cultural existente daquele espaço que tem uma forte relação com a história concelhia. As propostas de intervenção passam pela criação de um núcleo museológico industrial; um espaço dedicado a indústrias criativas, mas também albergar outras valências que possam ser alvo de um concurso de ideias/ projetos, nomeadamente um mercado municipal moderno diferente do pressuposto há 10 anos, devendo ser complementar aos já existentes na ilha. Por outro lado, prevê ainda albergar um conjunto de valências ligadas ao turismo, à restauração, num espaço amplo que detém uma área de cerca de 10.000 m2.

O Vice-presidente da Câmara Municipal relembrou ainda que, o município também classificou parcialmente o imóvel, em 2017, garantindo, assim, a preservação da história e do património industrial daquele espaço, caso seja alvo de investimento privado, devendo o mesmo ser compatível com a classificação em causa.

Paralelamente, salientou igualmente que, a Câmara Municipal de Lagoa, em termos de regulamento do território, está também a rever o Plano Diretor Municipal que prevê a proteção em termos urbanísticos daquela zona, prevendo regras especificas, uma vez que é uma zona central da cidade e do concelho de Lagoa, com uma envolvência única no panorama regional com proximidade ao mar e numa costa que apresenta boas acessibilidades, sendo, desta forma, prematuro de se avançar com um Plano de Pormenor daquela zona, conforme abordado e proposto.

Refira-se que, essa audição foi feita no âmbito do Projeto de Resolução n.º 75/XII (IL) – “Recomenda ao Governo a criação de um Núcleo Museológico da Indústria Açoriana dos séculos XIX e XX para integrar a Rede de Museus e Coleções Visitáveis dos Açores”, do Projeto de Resolução n.º 79/XII (PAN) – “Recomenda ao Governo a proteção e reconversão do património da SINAGA” e do Projeto de Resolução n.º 82/XII (PSD) – Reconversão da Casa da Balança em equipamento social”.

AA/CML