Cineasta açoriano apresenta “A Alma de um Ciclista” no Museu dos Baleeiros

Através de um grupo de ciclistas e do seu interesse comum pela bicicleta clássica, descobrimos valores que se vão perdendo na nossa sociedade moderna, como a importância da amizade, da ecologia, da valorização do antigo, da rejeição ao consumismo e, de outras premissas importantes para atingir uma vida mais feliz, mais simples e mais preenchida com o que realmente importa. Tal como na vida, neste documentário, as bicicletas transportam-nos na nossa descoberta, na nossa reflexão. Por paisagens montanhosas, cidades europeias, ruas e ruelas, o cineasta açoriano Nuno Tavares transporta-nos numa viagem inesquecível, com  “A Alma de um Ciclista”, que abre o programa do Montanha Pico Festival no Auditório do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, esta terça-feira, 11 de janeiro. 

“Vejo a participação neste festival como uma oportunidade de me aproximar ainda mais da minha terra de origem”, diz Nuno Santos.  Este filme é o precursor também de uma mudança de vida pessoal, iniciada em 2018 (e congelada em 2020 e 2021 pelas razões óbvias). Com o objetivo de perseguir sonhos, procurar novas atividades que me enriquecem o espírito como ser humano (e não o enriquecimento material) e conhecer gente boa ao mesmo tempo que me afasto das tóxicas. Criar ligações humanas que, no fim, são realmente o sentido desta vida. Enfim, o meu filme acaba por abordar estes temas e por isso é tão genuíno…porque na sua origem de tudo existe este pensamento.”

Nuno Tavares é licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa. Auto caracteriza-se como uma pessoa com interesses muito ecléticos e conhecimentos heterogêneos, e entende que a vida é  ́enorme ́ no que tem para nos oferecer, assim como extremamente pequena na sua duração, para nos incluirmos na mesma  ́caixinha profissional ́ do início até ao fim. Iniciou a sua vida profissional como Engenheiro Eletrotécnico em empresas de Telecomunicações Portuguesas, mas ainda na sua juventude tornou-se empreendedor. Em Janeiro de 2019 cria uma nova empresa de investimentos, com o objetivo de intervenção em diversos sectores de atividade, incluindo prioritariamente cinema, artes e sustentabilidade. Criou, produziu e realizou o documentário “A Alma de um Ciclista”, entre Setembro de 2018 e Fevereiro de 2020. Mente livre, ecologista, pragmática, criativa, “outsider” (a palavra anglófona que considera melhor defini-lo), está agora convictamente a desenvolver o seu próprio novo caminho, da criatividade e da arte, com a tranquilidade, confiança e sabedoria que os seus ´quarentas´ lhe providenciam.  Tem um sexto sentido que lhe diz que um dia vai terminar este ciclo Engenheiro-Empresário-Realizador, adicionando o de Agricultor. Se assim for, considera ter vivido uma vida em pleno e que deixará uma mensagem muito importante para os seus 3 filhos: “Procura o que te faz feliz e realizado! Não te prendas em preconceitos da sociedade. Sê responsável e vive com ética, mas no dia em que “partires”, parte sem remorsos de não teres feito o que gostarias de fazer…”

“A Alma de um Ciclista” já percorreu dezenas de festivais, recebendo vários prémios, e finalmente chega aos Açores com esta estreia no Montanha Pico Festival, acompanhado nesta noite com o galardoado “História dos Lobos” por Agnes Meng, que nos transporta para o norte interior de Portugal. 

A entrada para estes eventos é a apresentação de um teste de rastreio à COVID-19, válido e negativo, assim seguindo as regras da DGS. 

AA/MA