Clélio Meneses dá posse ao novo Conselho Açoriano para o Desporto de Alto Rendimento

O Secretário Regional da Saúde e Desporto dá posse ao novo Conselho Açoriano para o Desporto de Alto Rendimento (CADAR), cerimónia que decorrerá no Solar dos Remédios, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, dia 18 de março.

Com a tomada de posse do atual Governo dos Açores, o Diretor Regional do Desporto, Luís Carlos Couto, passa a integrar o CADAR, presidindo ao mesmo.

Integram também o CADAR João Carlos Tristão Ávila e Hélio Dinis Aguiar Ormonde, na qualidade de representantes da Direção Regional do Desporto, Lúcia de Lurdes Oliveira Tavares Santos, pela Direção Regional da Educação, e dois representantes de modalidades com mais ou menos de cinco atletas. 

Pedro Resendes (Pauleta) e Maria de Lurdes Carvalho são os dois elementos nomeados pelo Secretário Regional da Saúde e Desporto, governante com a faculdade de nomear personalidades de reconhecido mérito desportivo.

Compete ao CADAR coordenar os apoios a conceder aos atletas integrados no estatuto nacional de alto rendimento e aos Jovens Talentos Regionais (JTR).

Este órgão consultivo define as condições de acesso aos apoios e às bolsas académicas para o desporto de alto rendimento, indicando igualmente – para cada modalidade – os critérios para a atribuição do estatuto JTR.

O Diretor Regional do Desporto defendeu recentemente ser necessário ajustar a visão sobre o desporto de alto rendimento, que considerou “muito baseada em resultados de relevância nacional ou até mesmo regional fundados em critérios de algum facilitismo”.

Para Luís Carlos Couto, é necessário mudar o paradigma “não para retirar financiamento ao sistema, mas para redistribuir melhor, investindo verbas mais elevadas nos que são efetivamente mais capazes e menos nos que, ainda, não tem uma expressão competitiva de relevo, independentemente de demonstrarem que podem vir a ter valor”. 

Durante o último Ciclo Olímpico, 2017 a 2020, foi investido um total de cerca de 772 mil euros na procura da excelência desportiva e na conceção de apoios aos atletas inseridos no regime alto rendimento.

As modalidades olímpicas prioritárias para investimento foram o Atletismo, Golfe, Judo, Karaté, Natação, Ténis de Campo, Ténis de Mesa e Vela, sendo a Ginástica Aeróbica Desportiva a única modalidade não olímpica contemplada.

A estratégia a seguir passará pela divisão do Jovem Talento Regional em duas categorias, designadamente ‘Jovem Talento Regional’ e ‘Aspirante a Jovem Talento Regional’.

“Assim, com a existência das duas categorias, a Direção Regional do Desporto poderia promover um financiamento de maior aposta para os primeiros, de quem se espera, num futuro próximo, melhores resultados e um menor financiamento para os que aspiram atingir o primeiro nível”, explicou o Diretor Regional do Desporto.

Independentemente destas duas categorias, concluiu Luís Carlos Couto, “os praticantes desportivos açorianos de maior relevo ainda podem e devem integrar o Registo Nacional de Praticantes Desportivos de Alto Rendimento do IPDJ” – Instituto Português do Desporto e Juventude.

AA/GRS