Conheça a história de Angra do Heroísmo

Há 437 anos, a 8 de agosto de 1583, o marquês de Santa Cruz, vencedor, manda enforcar os partidários de D. António Prior do Crato.

Vencedores, os espanhóis, na batalha do dia 27 de julho, na Ilha Terceira, mandou o Marquês de Santa Cruz, comandante das forças vencedoras, erguer o cadafalso na Praça Velha da cidade de Angra, onde o primeiro enforcado foi o conde Manuel da Silva que, ao pedir perdão ao povo que assistia em enorme multidão, disse, referindo-se ao Marquês : «Ele não ganhou a Terceira; eu lh’a entreguei».

Diz um cronista da época que: Era tão grande a multidão de tropas e povo de toda a ilha para ver esta execução, que se não podia romper por entre ela. Em seguida ao conde subiram ao suplício, Amador Vieira, Manuel Serradas, capitão da armada, que sustentou a sua opinião, dando continuamente vivas a D. António, Fernão de Távora, capitão e fidalgo de el-rei, Tomaz Pereira, fidalgo e capitão duma companhia, Pedro Cota da Malha, o moço, capitão e cidadão de Angra, Domingos Onsel, o licenciado, desembargador da relação, Domingos de Toledo, capitão da fortaleza de São Sebastião da Vila, Gonçalo Pita, governador do castelo de S. Sebastião da cidade, Gaspar Alvares Chichorro, piloto, o Barroso e Baltazar Lopes, Aires Porraz, António Matela Azevedo, alferes-mor da cidade, Matias Dias, por alcunha o Pilatos, que se achava apontado para este suplício em consequência da forma brutal como tratara os espanhóis vencidos na Salga, chegando a trincar-lhes os fígados, motivo por que foi enforcado e esquartejado; além de 17 franceses e 11 português cujos nomes não constam.

In Gervásio Lima, Breviário Açoreano, p. 245, Angra do Heroísmo, Tip. Editora Andrade, 1935.

Fonte:CMAH