Cultura é um elemento transformador e um pilar dinamizador do conhecimento

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou que “a Cultura é um elemento transformador e um pilar dinamizador de conhecimento e, assim, de progresso das sociedades”.

O edil falava na abertura do segundo webinar do programa-piloto “Mão em Mão – o poder de inspirar”, que considerou ser “um fator de reforço e um complemento essencial à defesa da Candidatura de Ponta Delgada a Capital Europeia Azores 2027”.

Na nota de boas-vindas aos artistas que apresentaram novos projetos, Pedro Nascimento Cabral felicitou-os pela escolha dos temas, especialmente pelo “denominador comum de preservação da nossa identidade cultural, naquilo que nos distingue, seja na música e, até, na gastronomia, valorizando-a e projetando-a através da vossa criatividade, da vossa capacidade de envolver diferentes gerações e diferentes visões culturais e, não menos importante, pela capacidade de sublinhar a existência da relação intrínseca da nossa cultura com o nosso património”.

Uma vez mais, aproveitou a oportunidade para agradecer a cooperação da Cresaçor e felicitar a intervenção desta instituição no “abrir de portas e abrir de mentes para a visão de que a cultura, mais do que um processo criativo, é um processo inclusivo em que todos os intervenientes, todas as gerações, todas as sensibilidades – das mais tradicionais, às mais inventivas – têm uma palavra a dizer e uma experiência a partilhar e a descobrir”.

“É exatamente isto que queremos com o Azores 2027, incentivar a partilha entre os que cá estão e revelar o que faz com que Ponta Delgada e os Açores se diferenciem das demais candidaturas a este projeto: isto é, a dimensão cultural de um arquipélago que, sendo pequeno em território, não é isolado do mundo. É rico em tradições, mas igualmente rico na sua capacidade de integração e de sensibilidades, que não nos diminuíram no tempo e no espaço, mas, que nos conferiram e conferem uma identidade cultural atlântica e universalista única” – concluiu.

Um dos projetos apresentados foi o de Henrique Constância (“Vira, Mozart!”), o qual visa a troca de experiências entre pessoas que partilham o gosto pela música, integrando, em harmonia, a música clássica e a música de raiz popular, tradicional, em particular de São Miguel. O grupo musical Mankes Piano Quartet, vindo de Amesterdão, trará música clássica, nomeadamente de obras de Mozart, peças musicais que partilham muitas características da música popular. Este grupo internacional deverá promover oficinas musicais e vir ao encontro de grupos de música tradicional em São Miguel, nomeadamente, Lagoa (Grupo de Folclore “O Grujola”), Ribeira Grande (Grupo de Castanholas de Rabo de Peixe). Os grupos participantes irão conviver e realizar ensaios em conjunto com os músicos visitantes, tendo oportunidade de apresentar a sua música e ter um contacto próximo com géneros musicais que não fazem parte do seu dia a dia.

Luís Senra apresentou “Natureza Reconetiva”, uma intervenção social na área musical que utiliza a natureza como ponto de partida para realizar um trabalho de consciencialização e atenção àquilo que está à nossa volta e dentro de nós. O desenvolvimento destas atividades permitiu aos seus intervenientes um redescobrir de uma consciência sobre a natureza, a forma como ela é percecionada, a sua importância e ainda como se pode partir dela para aprender a gerir emoções, refletir sobre a vida, a sociedade e a educação, a ouvir, a falar, a dar espaço ao outro, respeitando-o e a ser criativos e imaginativos, tendo aqui o natural um papel de impulsionador da criança interior e a desconstrução de idealizações impostas pela sociedade e que muitas vezes criam isolamento ou exclusão.

Cláudia Camacho trouxe “Devolver a Raiz ao Quadrado”, uma proposta inovadora ao nível do olfato-gastronómico, desenvolvida pela primeira mulher perfumista independente em Portugal, Cláudia Camacho, e pelo antropólogo gastronómico, Nuno Miguel Dias (redator da revista Vogue na área da gastronomia).

Nuno Malato apresentou neste webinar “Contra Postal”, que pretende desenvolver, num ato de contraponto crítico e construtivo de consciência, a edição de um “contrapostal”. Utilizando o impacto de imagens síntese, pretende-se aprofundar, sistematicamete, temas e domínios interligados que constituem o complexo território arquipelágico dos Açores.

Recorde-se que “Contrapostal” está direcionado para visitantes e habitantes que serão captados pelo olhar.

AA/CMPD