De virtuoso Trompetista, na Estrela D’Alva, a Capitão de todos-os-mares: quem é Duarte Jorge Arruda de Oliveira

Por: Júlio Tavares Oliveira

 

Duarte Jorge Arruda de Oliveira é filho de João Carlos Oliveira e de Isaltina Barbosa, sendo natural de Santa Cruz – Lagoa.

Venho, aqui, neste jornal de distribuição ampla, prestar um sincero tributo a um cidadão exemplar, funcionário público, Duarte Oliveira, na qualidade de Filho, pelo carácter inexcedível das suas acções, sempre em prol do bem comum e da comunidade, neste caso em prol da boa comunidade lagoense.

Duarte Jorge Arruda de Oliveira foi membro da Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva. Desde muito novo, começou a tocar a sua Trompete, trompete que guardou, e guarda, desde há muitos, muitos anos; Trompetista por paixão, era um distinto nessa arte do sopro, um talentoso na Trompete, reconhecido por todos como o “mais talentoso”, o “imbatível” naquela Sociedade.

Foi distinguido, como Músico, de longa data, na Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva. Foi dirigente da Associação de Funcionários da Câmara Municipal de Lagoa, na qualidade de funcionário da mesma Câmara Municipal, respeitado e honrado pelos seus pares trabalhadores.

Lembro-me de ele ter, igualmente, e curiosamente, carregado, depois o terem uma vez chamado, o andor de Nossa Senhora do Rosário aos ombros. Num ano, faltava um elemento, foi entretanto chamado, e mostrou-se pronto a colaborar. Nunca fugiu a um desafio, nem nunca deixou de faltar à chamada.

Profissionalmente, teve e tem já uma carreira bastante longa. O meu pai começou a 3 de Julho de 1980 como aprendiz dos serviços de águas na Câmara da Lagoa. Por quatro anos, manteve-se nessas funções. Até que, de 1 de Fevereiro de 1985, a 5 de Janeiro de 1987, manteve-se com contrato de trabalho na categoria de canalizador de 3ª classe.

A 6 de Janeiro de 1987, ingressa no quadro de pessoal da Câmara da Lagoa, na categoria de canalizador de 3ª Classe.

A 18 de Agosto de 1989, toma posse na categoria de canalizador de 2.ª classe; a 25 de Maio de 1994, toma posse na categoria de Operário Qualificado Principal; de 1 de Novembro de 1994 a 30 de Setembro de 1995 integra as funções de Mestre em regime de substituição. A 1 de Maio de 1997 torna-se encarregado operacional, desempenhando funções de encarregado geral operacional, exercendo funções de chefia do pessoal, coordenação geral de todas as tarefas realizadas pelo pessoal afecto aos sectores de actividade sob sua supervisão. Desde 1 de Maio de 2015, até ao presente, é Dirigente Intermédio de 3.º grau da Unidade Orgânica de Obras, Águas e Serviços Urbanos.

Um mero “aprendiz dos serviços de águas” que chegou a “Dirigente Intermédio de 3º Grau”, na Função Pública. Ao cargo de Direcção Intermédia de 3.º grau corresponde funções de direcção, gestão, coordenação e controlo de unidades funcionais, com níveis de autonomia, responsabilidade e dimensão adequada. O cargo de Direcção Intermédia de 3.º grau designa-se de Chefe de Unidade.

A 19-02-2004, enquanto Encarregado Geral, é-lhe dirigido um Voto de Agradecimento e de Reconhecimento por parte da Câmara Municipal. Recebe a Medalha Municipal de Bons Serviços, como Encarregado Geral, a 19-10-2004, pelas mãos do Eng. Luís Martins Mota, à altura Presidente de Câmara Municipal de Lagoa – Açores.

Outra grande paixão sua é a Pesca e o Mar. Foi proprietário de uma pequena embarcação, a sua primeira, bastante rudimentar, a que nomeou “Diana”. Depois mudou-se para uma embarcação muito mais ampla e espaçosa, intitulada “Barramar”, estacionada actualmente na Marina de Vila Franca do Campo. Nessa embarcação, já fez várias «pescarias» de atuns, lulas, espadarte, entre outro grande pescado. Já vez viagens a Santa Maria. Já participou em concursos regionais de Pesca. Um autêntico capitão de todos-os-mares. E de todas, e para todas, as marés.

Atravessou tempestades. Andou nas calmarias. É o mar que lhe faz bem; é onde passa os seus tempos livres. É no mar que se lhe descontrai mais e melhor a mente. É um polivalente.

Foi dirigente, durante vários anos, do Clube Operário Desportivo, seja na Direcção, seja no Conselho Fiscal, tendo sido, inclusive, um “bom ponta-de-lança”, “matador”, no seu tempo de jogador de bola no Campo João Gualberto Borges Arruda.

Há, inclusive, uma fotografia antiga, do meu Pai, junto de outros «comparsas» a apoiar o clube da terra, o Operário, em estilo «claque», e em que o meu Pai surge com a Trompete na mão. Como disse acima, Trompetista como ele nunca mais. E apoiante do Benfica e do Operário como ele, não há. Era ele que, no tempo do antigo Presidente Sr. Gilberto Branquinho, ainda, me levava, desde pequenino a adolescente graúdo, a ver todos os domingos, os jogos do Clube Operário Desportivo. Todos os domingos, repito, quando o clube jogava no Campo João Gualberto Borges Arruda.

Acérrimo Socialista, militante, como o seu Pai, do Partido Socialista, defensor do legado de Mário Soares, o meu Pai nunca se meteu em cargos da administração pública local elegíveis, até à data. Soube sempre distinguir aquelas que eram as suas funções, enquanto funcionário público, das funções que provocam ou provocariam incompatibilidades.

Disposto a colaborar em prol da sua terra, Duarte Oliveira é acérrimo nas suas posições, defensor de virtudes, sério, frontal e, acima de tudo, meu Pai. Tirou, já a partir dos quarenta anos, sob a regência do Sr. Pádua, a sua Carta Marítima de Patrão Local, para poder comandar a sua embarcação «Barramar», até então já adquirida, e com dimensão considerável.

É aniversariante neste mês de Abril. Nasceu a 17 de Abril de 1966. Os meus parabéns, Pai.