Diretor Regional da Prevenção e Combate às Dependências alerta para impacto do confinamento na saúde mental

“Sabemos que o confinamento, o medo da doença, a imprevisibilidade e o desemprego acabaram por comprometer a saúde mental de uma parte da população” – disse o Diretor Regional da Prevenção e Combate às Dependências, num balanço ao MENTAL – FESTIVAL DE SÁUDE, que decorreu no último fim de semana em Ponta Delgada.

Pedro Fins alertou que “um novo normal” lança questões a que importa responder. “Perceber se o confinamento mudou os hábitos nos comportamentos de consumo das substâncias aditivas nomeadamente, álcool, jogo etc. Terão o stress e ansiedade levado a um aumento do consumo? Ou será que o confinamento levou à desmotivação dos consumos de álcool e drogas ilícitas? Internet e jogo, será que estamos a conseguir controlar o tempo passando á frente dos écrans, tanto adultos e crianças? São perguntas que aguardam respostas, mas que, entretanto, a DRPCD mantém o seu papel interventivo junto da população sob os níveis da Prevenção, Redução de Riscos e minimização de danos, Tratamento e Reinserção”.

O responsável referiu que a realização do evento pela primeira vez nos Açores “foi muito positiva” e considerou que “acontecendo em tempo de pós-pandemia aumentou a sua importância no âmbito da Saúde Mental”. 

MTalks, cinema e um concerto musical preencheram a primeira edição do MENTAL na Região, resultado de uma parceria entre o Governo dos Açores e a Safe Space Portugal, uma associação sem fins lucrativos, que nasceu em 2017 para combater a iliteracia sobre a saúde mental.

“Este Festival possibilitou para o publico presente parar um pouco a correria diária e através da arte e cultura criar significados para os conflitos que surgem, dando possibilidade de produzir novas formas de ver e pensar a vida. Sendo esta uma condição necessária para todos” – considerou Pedro Fins.

O Diretor Regional da Prevenção e Combate às Dependências alertou que “um novo normal” lança questões a que importa responder. “Perceber se o confinamento mudou os hábitos nos comportamentos de consumo das substâncias aditivas nomeadamente, álcool, jogo etc. Terão o stress e ansiedade levado a um aumento do consumo? Ou será que o confinamento levou à desmotivação dos consumos de álcool e drogas ilícitas? Internet e jogo, será que estamos a conseguir controlar o tempo passando á frente dos écrans, tanto adultos e crianças? São perguntas que aguardam respostas, mas que, entretanto, a DRPCD mantém o seu papel interventivo junto da população sob os níveis da Prevenção, Redução de Riscos e minimização de danos, Tratamento e Reinserção”. 

AA/GRA