Duarte Freitas aponta metas concretas para a Agenda Regional da Qualificação Profissional para a década

O Secretário Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego realçou, na ilha do Pico, a importância, o significado e o alcance do Fórum Regional da Qualificação Profissional, iniciativa do XIII Governo dos Açores para reforçar, melhorar e elevar o ensino e a formação profissional na Região.

“Em boa hora, o Governo dos Açores determinou elevar o ensino e a qualificação profissional na Região, como uma das principais prioridades que tem tido a colaboração das escolas profissionais e entidade formadoras e contou com 7.000 participações durante as várias iniciativas promovidas nos últimos meses”, afirmou o governante.

“Este projeto de definição, reforço e melhoria da Qualificação Profissional dos Açores criou conteúdos consideráveis, versados Agenda Regional para a Qualificação Profissional – Valorizar os Açorianos Horizonte 2030, para assegurar que seremos mais qualificados, mais capazes e competitivos”, salientou. 

Falando no concelho da Madalena, na sessão de divulgação e esclarecimento da Agenda Regional, Duarte Freitas reiterou a necessidade de trilhar, nos Açores, um caminho visando “um contributo de confiança para desenvolver os Açores económica e socialmente, através da qualificação, com maior prestígio, dos seus recursos humanos”.

As reflexões e as grandes linhas de orientação produzidas relativamente ao Ensino e Formação Profissional na Região indicam a necessidade de dotá-lo de uma maior visibilidade e dignificação dos percursos de formação profissionalizantes, a par de uma articulação mais forte entre entidades e setores, bem como uma elevação da qualidade do ensino, a vários níveis.

“São desafios a 10 anos, para os quais queremos, desde já, dar resposta”, assegurou o titular da pasta da Qualificação Profissional, considerando que o momento atual “constituiu uma excelente oportunidade de aprofundamento colaborativo entre as diversas entidades que compõem o ecossistema do Ensino e Formação Profissional”, estando de acordo com as recomendações para o planeamento estratégico de entidades como a Organização Internacional do Trabalho ou a OCDE.

A Agenda Regional propõe metas ambiciosas para 2030 como, o contributo da Formação Profissional para a diminuição da taxa de abandono escolar em cerca de 10 pontos percentuais, a diminuição do número jovens NEET em cerca de 10 pontos percentuais, triplicar o número de adultos em atividades formativas, em contexto de trabalho, anualmente, isto é, passar dos atuais 450 para 1500 adultos em 2030, reduzir em cerca de 13% o peso dos desempregados de longa duração no desemprego total da Região Autónoma dos Açores e duplicar o número de empresas açorianas que implementam processos formativos, ao longo do ano, de acordo com o Relatório Único.

“Algumas metas dependem de outras políticas setoriais e de fatores que vão além da governação como é o caso do ambiente económico, mas com o necessário compromisso de todas as partes e o acompanhamento adequado do trabalho que estará em desenvolvimento, conseguiremos mudar e elevar a qualificação profissional dos açorianos”, frisou Duarte Freitas.

Na sua intervenção, Duarte Freitas fez questão de lembrar o trabalhado desenvolvido, que teve um dos pontos mais intensos, com a realização, em novembro, do Fórum Regional da Qualificação Profissional, intitulado “Valorizar os Açorianos – Horizonte 2030”, onde durante três dias, dezenas de moderadores e oradores regionais, nacionais e internacionais, debateram e refletiram sobre a formação profissional.

No evento, que se inseriu numa lógica de proximidade e de abertura à sociedade civil, participaram os diretores das 17 Escolas Profissionais da Região, formandos, formadores, técnicos das áreas da qualificação profissional, entidades formadoras certificadas, empresas privadas e representantes de diversas instituições, bem como a Comissão Europeia. 

A proposta de Agenda Regional para a Qualificação Profissional resulta dos contributos e reflexões produzidas, no âmbito do Fórum Regional, para o qual foi constituída uma comissão organizadora, uma comissão de acompanhamento científico e uma equipa de especialistas do ISCTE.

AAGRA