Eletrificação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge, está na fase final

A obra de eletrificação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge, estará pronta ainda no mês de outubro, garantindo o acesso a energia elétrica a todos aqueles que estão ou passam por esta fajã.

A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo falava à margem de uma visita à Fajã da Caldeira de Santo Cristo para verificar o estado de execução das obras da eletrificação, num investimento de cerca 1,3 milhões de euros.

A intervenção, através de um protocolo estabelecido com a concessionária regional EDA, contempla o estabelecimento da rede de distribuição em baixa tensão, totalmente subterrânea, um posto de transformação, bem como um ramal de média tensão, também subterrâneo, com uma extensão aproximada de 4,5 quilómetros ao longo do trilho que liga as fajãs dos Cubres e de Santo Cristo, permitindo a eletrificação das moradias e de outros edifícios existentes, bem como daqueles que resultem da reabilitação do património.

Estão ainda incluídos alguns dos trabalhos para o estabelecimento de infraestruturas subterrâneas para uma futura alimentação, em baixa tensão, da Fajã dos Tijolos, a partir do novo posto de transformação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

A governante visitou ainda o edifício de apoio aos visitantes e às atividades de conservação da natureza na Fajã dos Cubres, que correspondeu a um investimento de 120 mil euros, salientando tratar-se de um “espaço construído com o duplo objetivo de prestar apoio aos pedestrianistas que concluem o trilho da Fajã da Caldeira de Santo Cristo e de dar resposta às necessidades dos Serviços de Ambiente de São Jorge no que respeita ao apoio das suas atividades de conservação da natureza e de manutenção dos trilhos na área protegida”.

A Secretária Regional recordou os vários investimentos levados a cabo pelo Executivo para a criação de condições para a fruição deste espaço natural, como a recuperação dos trilhos tradicionais no interior da Fajã da Caldeira de Santo Cristo e da instalação de uma zona de apoio, acolhimento e descanso para os visitantes que percorrem os trilhos e acedem à fajã, incluindo espaços destinados para campismo, através de um trabalho em proximidade com a Câmara Municipal da Calheta, num investimento global de cerca de 750 mil euros.

A Fajã da Caldeira de Santo Cristo é uma das primeiras áreas protegidas da Região Autónoma dos Açores, sendo ainda detentora de várias outras classificações, nomeadamente Reserva da Biosfera da UNESCO, zona RAMSAR e área da Rede Natura 2000, representando um património natural e cultural ímpar e de valia mundial.

AA/Gacs