Escritor Júlio Tavares Oliveira vê obra completa, em dois volumes, de “Lagoenses Distintos”, concluída

São mais de cem referências a personalidades distintas ou ilustres lagoenses – e algumas delas a não naturais do concelho. Júlio Tavares Oliveira, jovem escritor com apenas vinte e quatro anos, discente de licenciatura na Universidade dos Açores, acaba de publicar a sua mais recente obra, a lançar nos próximos meses, em sessão pública, Lagoenses Distintos, vol. II que conta, esta, com “lagoenses naturais”, de “relevante mérito” e “não-naturais”, mas que, segundo o autor, “merecem eventual referenciação, pelos serviços, também eles de mérito, prestados ao concelho de Lagoa”.

“A pergunta que mais me fazem é se tenho idade para isto”.

Júlio Oliveira, jovem com apenas vinte e quatro anos, feitos em Janeiro, diz-se “completamente tranquilo com as suas próprias, e pessoais, escolhas, num livro que não tem erário público envolvido”.

“Foi tudo às minhas custas”, e, diz, “relativamente ao primeiro volume, um contributo especial de alguns cidadãos e empresas do concelho”. O volume segundo da obra completa Lagoenses Distintos referencia personalidades naturais do concelho como Manuel de Sousa Matos, Humberto Manuel Subica, Manuel Correia Martins Mota ou João Medeiros Borges Amorim, bem como não-naturais como Ângelo Albergaria Pacheco, Cláudio de Medeiros Franco e João Furtado Pacheco, entre outros.

Também nos traz, o volume dois, uma parte introdutória em matéria de contextualização histórica sobre a Lagoa, Vila, Cidade e Concelho, as suas origens, estatutos e povoamento, bem como nos traz contextualizações histórico-socio-culturais sobre as cinco freguesias.

Lamento “apenas” não ter tido mais apoio.

Júlio Tavares Oliveira, em nota à imprensa, lamenta apenas não ter tido mais apoio por parte da Câmara Municipal. Foram várias as reuniões, os e-mails e os diálogos, e foi-lhe sempre negada essa possibilidade.

“Acho, e entendendo o ponto de vista da edilidade, que se perdeu aqui qualquer coisa, houve uma quebra de confiança”, diz, completando que “não confiaram” nas “suas” capacidades para “distinguir, selecionar e apreciar” as coisas e as matérias em questão. “Tiveram medo que alguma coisa desse para o torto, mas, no fim, o volume I esgotou, nas suas três reimpressões, sem qualquer tipo de lançamento presencial, teve boa crítica pública e privada, e este segundo está com boa expectativa”, termina.

AA