Exportação de animais vivos é uma das formas de retorno económico para os Açores

Segundo o Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, a atividade de exportação de animais vivos na Região “não pode acabar”, uma vez que é também uma forma de retorno económico “para criar riqueza e emprego nos Açores”.

António Ventura falava à margem de uma reunião com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, em que participou também o Secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, Mário Mota Borges.

Para o titular da pasta da Agricultura, neste setor, “não há sucesso económico se não existir uma agricultura de exportação”, um assunto que tem muito a ver com “a atividade económica”.

“Uma das novas vertentes da nova pecuária será a exportação de animais com qualidade genética”, que tem de continuar a ser uma “afirmação dos Açores”, asseverou.

“Os Açores cumprem a legislação regional, nacional europeia e internacional relativamente às questões do bem-estar animal”, garantiu o governante, destacando a vocação quer a Região tem para a bovinicultura.

Em colaboração com a Federação Agrícola dos Açores, anunciou ainda António Ventura, a Região já iniciou um processo de certificação do bem-estar animal, que “estará concluído em finais de 2022” e que é “um selo para a explorações pecuárias”, reconhecido pela própria sociedade.

Por sua vez, o Secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, sublinhou ser necessário haver uma “maior articulação entre os transportadores marítimos de mercadorias e os produtores agrícolas”, por forma a que o “transporte de gado não seja afetado”, e, por outro lado, que as “suas atividades sejam rentáveis”.

AA/GRA