Faleceu o padre Manuel Garcia da Silveira, pároco jubilado da Igreja Matriz de Velas

Faleceu aos 81 anos de idade o padre Manuel Garcia da Silveira, pároco jubilado da Igreja Matriz de Velas.

O sacerdote, que vivia em São Jorge desde 1980, é autor de dois livros, o ultimo dos quais entregue ao Papa Francisco em 2017.

Natural do Faial, mais concretamente da Praia do Almoxarife, o sacerdote tinha uma especial atenção ao património artístico religioso, nomeadamente à arte Sacra, sendo este o objeto de estudo do seu último livro “Subsídios para o Estudo do Património Artístico e Cultural da Matriz de Velas”.

O livro foi apresentado no âmbito das comemorações dos 50 anos da ordenação, que ocorreu em 1967, na Igreja de Nossa Senhora da Graça, na Praia do Almoxarife, em 2017.

No ano anterior, em parceria com António Neves Leal, tinha lançado a sua biografia, intitulada “Pegadas de Uma Caminhada”.

A obra, com mais de 400 páginas, retrata a sua vida, desde a sua infância à intimidade familiar, passando por eventos como a sua formação de seminarista, a sua ordenação sacerdotal e as experiências de imigração até às efemérides a que esteve ligado.

O Padre Manuel Garcia da Silveira nasceu na freguesia da Praia do Almoxarife, no concelho da Horta, na ilha do Faial, a 20 de Fevereiro de 1941. Estudou e formou-se no Seminário Episcopal e Angra, tendo sido ordenado presbítero no dia 8 de Junho de 1967, na igreja paroquial da sua terra natal por D. Jaime Garcia Goulart, bispo de Díli.

Trabalhou algum tempo junto das comunidades emigrantes dos Estados Unidos da América, onde estava a sua família, sendo nomeado em 1969 pároco da Piedade e da Calheta do Nesquim, na ilha do Pico. Em 1975 é nomeado pároco da Luz na ilha Graciosa e 1980 pároco das Velas na ilha de S. Jorge até ao à sua jubilação. Nessa ilha foi simultaneamente pároco de Santo Amaro, sendo o primeiro pároco da Beira, localidade elevada a paróquia em 1982. Desde que deixou de ser pároco foi nomeado capelão da Casa de Repousa João Inácio Sousa e da Santa Casa da Misericórdia das Velas.

Numa nota enviada ao Igreja Açores, o  Administrador Diocesano de Angra lamenta a morte “deste ilustre membro do presbitério açoriano, que ao longo de mais de 50 anos dedicou a sua vida ao Povo de Deus nas ilhas do Pico, na Graciosa e em São Jorge; destaca a sensibilidade e delicadeza no trato com as pessoas e instituições que serviu, bem como o seu amor à cultura, à pregação, ao ensino e ao património religioso.”

O cónego Hélder Fonseca Mendes “apresenta as condolências à família, ao presbitério e aos amigos que nos últimos anos o acompanharam dedicadamente na saúde e na doença”.

AA/IA