Falta de professores é mais sentida nas disciplinas do secundário

A Secretária Regional da Educação sublinha que a falta de professores afeta mais as disciplinas do ensino secundário na Região. Sofia Ribeiro falava na Comissão de Assuntos Sociais, tendo a governante explicado que, este ano letivo, não existiu nenhum recurso à bolsa de emprego público para professores do primeiro ciclo.

“O problema começa a agudizar-se no secundário, nos horários com 15 ou mais horas letivas, precisamente no grupo de inglês, com recurso a 14 horários; no grupo de matemática, com recurso a 18 horários; no grupo de Físico Química com recurso a 16 horários; no grupo de Biologia e Geologia com recurso a 21 horários e no grupo de informática com recurso a 22 horários”, disse.

A titular da pasta da Educação esclarece que a falta de professores “é um problema transversal a todas as ilhas, ocorrendo, inclusivamente, em escolas de centros urbanos”. 

E prosseguiu: “Neste momento já não é possível categorizar esta falta de professores geograficamente”.

Para Sofia Ribeiro, se forem cruzadas estas necessidades com as aposentações estimadas pela Secretaria da Educação, verifica-se que o grosso das aposentações estão estimadas no primeiro ciclo do ensino básico.

“No que concerne aos outros cinco grupos, em inglês não temos estimativa de qualquer aposentação, no de matemática são esperadas 11 aposentações, em Físico Química serão três aposentações, em Biologia e Geologia 15 e em informática apenas uma”, concluiu Sofia Ribeiro.

Recorda uma nota do executivo que Sofia Ribeiro já se tinha reunido com a Universidade dos Açores, que indicou ser necessário um investimento de 75 mil euros por cada mestrado a criar, tendo a titular da pasta da Educação mostrado disponibilidade para o apoio do Governo. 

AA/GRA