Ilídia Quadrado questiona República sobre estudo para a ampliação do Aeroporto da Horta

A deputada do PSD/Açores na Assembleia da República, Ilídia Quadrado, questionou o Governo sobre o ponto de situação do estudo em curso para a ampliação do Aeroporto da Horta, “uma obra que é essencial para o desenvolvimento da ilha do Faial”, considerou.
 
Em perguntas enviadas ao Ministro das Infraestruturas e da Habitação, a social democrata recordou que “o tema da ampliação do Aeroporto da Horta já tem vários anos, e decorre das reivindicações das forças vivas da ilha, bem como das recomendações dos vários partidos políticos”.
 
Ilídia Quadrado salientou que os últimos Orçamentos de Estado, “apenas previram que o Governo promova os procedimentos necessários à viabilização da referida obra, para garantir a certificação do Aeroporto da Horta como aeroporto internacional, de acordo com as normas da Agência Europeia para a Segurança da Aviação”.
 
“Assim, é essencial esclarecer os faialenses relativamente aos procedimentos que estão a ser equacionados para viabilizar a ampliação da pista, sobre a qual foi aprovada uma resolução pela Assembleia da República, em 2019, a recomendar medidas urgentes nesse sentido”, recordou.
 
“Também a Câmara da Horta solicitou um estudo, que foi, supostamente, utilizado pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação como referencial para mandatar a ANAC para, em conjunto com o LNEC, elaborar a avaliação das obras necessárias e o respetivo custo para a ampliação da pista”, acrescentou Ilídia Quadrado.
 
A parlamentar alerta que, “embora a ANA – Aeroportos de Portugal/ VINCI, já tenha confirmado que vai avançar com as obras de segurança no aeroporto, com as “Runway End Safety Areas”(RESA) que são impostas pelo Regulador Mundial da Aviação (ICAO), é crucial não confundir essa obra com a tão desejada ampliação”.
 
Ilídia Quadrado assegura que os motivos para a ampliação da pista “vão muito para além das restrições que as RESA poderão solucionar e têm a ver com os inúmeros constrangimentos provocados pelo comprimento insuficiente da pista, que impede a utilização de aeronaves sem penalizações ao nível do peso e provoca cancelamentos pelo tempo adverso, problemas que uma pista com, pelo menos, 2.050 metros, resolveria”, acrescenta.
 
A deputada do PSD/Açores na República diz ainda que “esses condicionalismos penalizam a economia da ilha e dos Açores, não permitindo aumentar a sua procura – e do restante Triângulo – devido às dificuldades das acessibilidades”.
 
E conclui, apontando os efeitos nefastos da pandemia “na economia e do turismo, numa crise sem precedentes, que ainda acentua mais a necessidade de que a ampliação da pista avance, atendendo às potencialidades que poderá gerar”.

AA/PSD