Lagoa cria regulamento municipal de criação e investigação

Em reunião de Câmara foi presente a proposta do regulamento ao “Prémio Municipal de Criação e Investigação”, que será submetida a apreciação pública, pelo prazo de 30 dias, a partir da data da publicação do aviso no Diário da República.

Este regulamento prevê galardoar, anualmente, o autor ou autores, da melhor investigação, em temáticas concelhias, ou a melhor criação literária de um autor ou vários autores.

Este prémio terá, assim, dois âmbitos, que serão premiados em anos alternados, designadamente a investigação, em diversas temáticas, nomeadamente Património, História, Ciências Sociais e Humanas e Ciências da Natureza, bem como a criação de obras literárias, que poderão ser de vários géneros, desde poesia, ficção narrativa, dramaturgia, banda desenhada e obras infantojuvenis.

Pretende-se, através da mobilização de investigadores e autores, afirmar o concelho de Lagoa, enquanto cidade educadora e de conhecimento, que aposta no potencial da investigação e da criação como motor do desenvolvimento local.

De salientar que, o “Prémio Municipal de Criação e Investigação” visa reforçar o progressivo incentivo à criação de conhecimento, que a edilidade tem promovido, numa assumida cultura de valorização do saber.

Durante o período de discussão pública é possível apresentar sugestões e tal pode ser feito através do portal da Câmara Municipal de Lagoa, em https://lagoa-acores.pt.

Votos de louvor

Assim, e na sequência desta proposta de regulamento que se destina a valorizar o trabalho artístico, literário e de investigação que possibilita potenciar a área cultural, foi também proposto e aprovado por unanimidade, a atribuição de Votos de Louvor a vários jovens lagoenses, que revelaram interesse e capacidades que os colocam em destaque na área artística e cultural, designadamente na música, nas artes e na literatura.

Deste modo foram distinguidos com Votos de Louvor: Bárbara Couto Jasmins; Beatriz Machado Brum; Bianca Almeida; Carina Gonçalves Andrade; Helena Castro Ferreira; João Vítor Carvalho Ponte; Júlio Tavares Oliveira; Luís Paulo Costa Moniz e Sofia Carolina Botelho.

Bárbara Couto Jasmins, licenciada em pintura pela Faculdade de Belas-Artes, da Universidade de Lisboa, após várias exposições, atualmente, colabora com o VAGA- Espaço de Arte e Conhecimento, e conta com uma exposição própria, intitulada Péripla, na Faculdade de Lisboa.

Beatriz Machado licenciou-se e tornou-se mestre em Artes Plásticas no Instituto Politécnico de Leiria, trabalha no serviço educativo do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, e além do trabalho que desenvolve no seu atelier, expõe na Galeria Fonseca Macedo, em Ponta Delgada e coopera igualmente, com o VAGA.

Bianca Almeida destaca-se enquanto cantora e atriz, tendo pisado o palco, pela primeira vez, na Escola Básica e Integrada de Água de Pau, sendo que, em 2016, a artista ingressou no Clube de Expressões “Rua da Lua”, onde interpretou como protagonista e intérprete musical, em diversas produções musicais.

Carina Gonçalves Andrade é uma soprano que, atualmente, frequenta o mestrado em Ensino da Música, variante de Canto, na Universidade de Aveiro. Participou em várias “masterclass” e workshops, onde já colaborou com diversos coros e filarmónicas, e em concertos da Banda Militar dos Açores, como solista.

Helena Castro Ferreira, cantora lírica, concluiu a licenciatura e mestrado em Ópera, na Universidade de Música e Teatro de Hamburgo, e em 2019, terminou o doutoramento em Performance, na Universidade de Aveiro. Tem-se apresentado em diversos papéis operáticos e concertos, tanto na Alemanha, como em Portugal Continental e nos Açores.

João Vítor Carvalho Ponte tem marcado presença em diversas produções musicais e já representou a Lagoa em diferentes Festivais da Canção. Em 2019, realizou o seu exame de 8 grau em Teatro Musical, pela Trinity College London e atualmente, está a terminar o seu 2º ciclo de estudos superiores.

Júlio Tavares Oliveira é escritor, sendo que, em 2015 lançou a sua primeira obra poética. Desenvolveu vários trabalhos de investigação, tanto histórica como de cariz biográfico e religioso. Com apenas 23 anos, já publicou diversas obras literárias, através de uma escrita única e genuína.

Luís Paulo Costa Moniz tem tido um percurso musical de destaque, onde já participou em vários estágios, workshps e masterclass. Tem várias composições da sua autoria, nomeadamente marchas graves, populares e passodobles, para além de arranjos musicais para banda e voz. Atualmente, desde 2019, é Maestro da Sociedade Filarmónica Estrela D´Alva.

Sofia Carolina Botelho concluiu a licenciatura em Escultura e mestrado na área de estudo Museologia e Museografia, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Colaborou no Walk&Talk – Festival de Artes e na VAGA. Em 2016, integrou a equipa do Serviço Educativo, do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada e atualmente, colabora no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, da Ribeira Grande.

AA/CML