Museu de Angra do Heroísmo distinguido na categoria de Intervenção em Conservação e Restauro

O Museu de Angra do Heroísmo, instituição tutelada pela Direção Regional da Cultura, da Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, foi distinguido com o Prémio APOM 2021, na categoria de Intervenção em Conservação e Restauro, em cerimónia decorrida no Museu da Marinha e que contou com a presença do Diretor do Museu de Angra.

Esta intervenção decorreu no âmbito do projeto e execução da curadoria museográfica do Centro Interpretativo “Espaço e Tempo”, no Palácio dos Capitães-Generais, no âmbito de uma solicitação e colaboração com a Vice-Presidência do Governo Regional dos Açores, que funciona neste edifício.

Instalado na intitulada ‘Sala dos Arcos’, o novo centro interpretativo narra, através de painéis e recursos multimédia, a história do edifício, tendo com o peça âncora o Bergantim Real, que, por se encontrar em mau estado de conservação, enfermando de diversas patologias, foi alvo de uma intervenção de conservação e restauro, coordenada pela equipa do Museu de Angra do Heroísmo, que constituiu um grande desafio e implicou o trabalho de diversas pessoas de diversas áreas, nomeadamente os mestres José Costa e Raulino Teófilo.

O Bergantim Real é um transporte náutico, datado na segunda metade do séc. XVIII, para uso dos Capitães-Generais. A ele estão associados diversos acontecimentos históricos. A título de exemplo, foi utilizado no desembarque do Rei D. Pedro IV e, mais tarde, do Infante D. Luís e, ainda, na visita régia do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia aos Açores, em 1901. Posteriormente, em 1941, foi utilizado para o desembarque do General Carmona, sendo por fim entregue ao Museu de Angra do Heroísmo, em 1949.

Esta peça contém um dossel ao estilo Luís XV, com elementos vegetalistas na sua decoração e 12 remos, tratando-se de uma peça de grandes dimensões: 10.80 m de comprimento, 3.31 m de boca e 0.90 m de pontal.

AA/GRA