Museu de Angra salvaguarda armas do seu acervo

A Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, através da Direção Regional da Cultura e do Museu de Angra do Heroísmo, no âmbito da sua missão de preservação e salvaguarda de património, procedeu à legalização de um conjunto significativo de armas com valor histórico e tecnológico, com o propósito de se destinarem a integrar o espólio do Museu de Angra do Heroísmo (Unidade de Gestão de Militaria e Armamento).

O conjunto integra doze armas que foram voluntariamente entregues à Polícia de Segurança Pública (PSP) pela família de um distinto Oficial das Forças Armadas, entretanto falecido.

Esta salvaguarda de património, na mais estrita legalidade e enquadrada na nova lei das armas aprovada em 2019 pela Assembleia da República, foi possível pelo facto do Museu de Angra de Heroísmo, desde o primeiro momento, aderiu ao protocolo estabelecido com Direção-Geral de Património Cultural (DGPC) e a Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (DNPSP), assinado em janeiro de 2019, para as coleções que incluem armamento.

Assim sendo, e de forma a impedir a destruição deste património, foram encetadas diligências e implementados procedimentos e alterações estruturais para que o Museu de Angra do Heroísmo, no seu Núcleo de História Militar Manuel Coelho Baptista de Lima, cumprisse as rígidas condições de segurança exigidas para a guarda e exposição museológica de armas, entretanto, inspecionadas e aprovadas pela PSP, sendo o primeiro museu da Rede Portuguesa de Museus a cumprir estas especificações.

Sendo evidente o benefício de retirar de circulação as armas ilegais ou que possam ter uso criminal, que levou a que, no passado dia 9 de julho, Dia Mundial da Destruição das Armas, fossem destruídas em Portugal 17.183 armas, há a considerar que as armas assumem uma significativa importância histórica ou tecnológica, constituindo um legado patrimonial que importa acautelar por quem as compete preservar, estudar e contextualizar historicamente.

AA/GRA