NOMA Azores “reafirma compromisso de Ponta Delgada com promoção e proteção dos Direitos Humanos”

O NOMA Azores – Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos, organizado pela Câmara Municipal de Ponta Delgada e que decorre de 27 a 31 de julho no Teatro Micaelense, “reafirma o compromisso de Ponta Delgada com a promoção e a proteção dos Direitos Humanos”.

A Presidente da autarquia, que falava na apresentação do Festival, no Teatro Micaelense, acompanhada pelo Vereador da Cultura, Paulo Mendes, frisou que, não obstante a Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, “existem ainda hoje direitos e liberdades que são repetida e reiteradamente violados”.

“Com a organização deste Festival, Ponta Delgada, território inclusivo, enriquecido pela sua diversidade cultural, terra de emigrantes e de cada vez mais imigrantes, cidade candidata a Capital Europeia da Cultura 2027, reafirma-se como ponto de encontro entre homens e mulheres, entre cidades e países, para questionar, refletir e identificar mecanismos e sistemas de promoção dos Direitos Humanos”, explicou.

O NOMA Azores, produzido pela Associação Cultural Silêncio Sonoro, leva até ao Teatro Micaelense mais de 400 longas-metragens realizadas entre 2019 e 2021, provenientes de diferentes partes do Mundo, e que se apresentam à Competição Internacional e Nacional para Melhor Longa-Metragem ( 2500 euros e 1500 euros, respetivamente) e ao Prémio do Público (700 euros). A entrada no Festival é gratuita.

Para Maria José Lemos Duarte, o número de filmes apresentados a competição na estreia do NOMA Azores indicam não só que “fazia falta um Festival de Cinema integralmente dedicado aos Direitos Humanos”, como também o “propósito e missão do NOMA Azores foram acolhidos pelos realizadores e produtores” de todo o Mundo.

“O NOMA Azores reforça a projeção nacional e internacional de Ponta Delgada enquanto cidade que promove a Cultura, neste caso a partir da amplitude do Cinema, como expressão de compromissos e transformações sociais”, afirmou, notando que esta iniciativa da autarquia constitui um “motivo de orgulho e uma responsabilidade no que à promoção do Cinema e ao diálogo sobre os Direitos Humanos diz respeito”.

A programação do NOMA AZORES integra longas-metragens de produção recente nacionais e internacionais, assim como programas especiais de curtas metragens.

A seleção oficial procura refletir os assuntos mais prementes dentro da temática geral do Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos, abordando temas como as alterações climáticas, migrações, discriminações, direitos sexuais e reprodutivos, pobreza, entre outros.

AA/CMPD