O “Rei” da batata doce na américa

Foi este o título que o jornalista Daniel Bastos deu ao artigo que escreveu, em “Mundo Português”, para falar de um açoriano que fez sucesso na América. Falamos do comendador (Ordem de Mérito) @Manuel Eduardo Vieira, o maior produtor mundial de batata-doce biológica, recorda uma publicação da Casa dos Açores em Lisboa.

Natural de São João, freguesia do concelho de Lajes do Pico, Manuel Eduardo Vieira, antes de se fixar nos EUA, emigrou com 17 anos para o Rio de Janeiro.

A estadia no Brasil, que durou cerca de uma década, proporcionou, ao picoense, formação em várias áreas.

A ida de Manuel Eduardo Vieira para os EUA ocorreria no começo dos anos 70, foi trabalhar numa empresa agrícola do seu tio António Vieira Tomás. Em 1977 o tio fez-lhe a proposta de vender-lhe a A.V. Thomas Produce que produzia então batata-doce em cerca de 20 hectares de terreno e tinha uma única linha de tratamento e de embalagem instalada num barracão na cidade de Livingston. O emigrante teve o engenho e a arte de relançar a empresa, adquirida por 145 mil dólares, introduzindo técnicas pioneiras e inovadoras à produção da batata-doce, como a certificação de produção biológica em 1988 ou, recentemente, a batata-doce em embalagem individual e pronta a ir ao micro-ondas e expandindo a propriedade que presentemente tem mais de 1200 hectares o que permite uma faturação superior a 50 milhões €/ano. A empresa tem 800 trabalhadores, subindo para 1400 na época alta. Vende 100 milhões de quilos por ano para um mercado de 390 milhões de pessoas, entre os Estados Unidos, Canadá e México.

Em 2009 recebeu o prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, atribuído pela COTEC.

AA/CAL(Casa dos Açores)