O sofrimento de Jesus deve ser visto hoje a partir “do abandonado, do prisioneiro, do desfigurado, do maltratado”

Segundo o bispo de Angra, Jesus é o caminho e a vida de uma humanidade ferida e que o seu sofrimento desde a paixão, à morte e crucifixão é o itinerário sobre o qual todos os cristãos devem refletir, a partir dos exemplos concretos dos excluídos da sociedade.

“Escutámos no inicio desta longa narração da Paixão do Senhor, o próprio Jesus de Nazaré a questionar-nos com a pergunta: a quem procurais?” lembrou D. João Lavrador ao sublinhar que “esta é a interpelação” que é lançada hoje.

“Esta mesma pergunta é lançada a todos os homens e mulheres do nosso mundo atual mergulhados numa cultura de morte, de desespero, de abandono, de arrogância, de superficialidade, de egoísmos exacerbados, de racionalismos estéreis”, alertou o prelado interpelando “quem procura o homem de hoje, sedento de verdade, de beleza, de bem e de amor, mas tantas vezes desencaminhado e desorientado pelo domínio das riquezas, do poder, do prazer e pelo seu desejo de ser referencia única para a sua vida”.

AA/IA