Presidente da Assembleia Legislativa dos Açores apela ao combate da institucionalização precoce da população idosa

O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) apelou, na cidade da Horta, ao combate da institucionalização precoce da população idosa, defendendo a necessidade de se intervir mais cedo e “de forma mais articulada, para retardar o mais possível a institucionalização das nossas populações envelhecidas”.

Falando no discurso de encerramento da XV edição do Congresso Insular das Misericórdias dos Açores e da Madeira, que teve lugar ao final da tarde na Sociedade Amor da Pátria, o Presidente Luís Garcia apelou ainda à conjugação de esforços de todos os agentes da sociedade civil e política no encontro de soluções que garantam o bem-estar das populações, em especial, as mais envelhecidas.

“Apesar dos esforços dos sucessivos governos e dos avanços trazidos por estes 46 anos de Autonomia Regional”, o Presidente do Parlamento açoriano reconheceu haver “um longo caminho a percorrer” no que respeita às políticas sociais da Região.

“Nesse contexto, deposito grande esperança e expetativa no programa Novos Idosos, que está a ser implementado pelo Governo Regional dos Açores”, sublinhou o Presidente Luís Garcia, considerando este um bom exemplo de cooperação entre Governos, Misericórdias e outras IPSS, e indo de encontro ao tema escolhido para a edição deste congresso sobre “Sustentabilidade das Misericórdias: Caminhos para o Futuro”.

O Presidente do Parlamento Açoriano considerou mesmo “os programas sociais e as parcerias que vão sendo desenvolvidas entre os Governos Regionais, as Misericórdias e outras Instituições Particulares de Solidariedade Social” como alguns “dos melhores exemplos de que em articulação, com diálogo e com regras bem definidas, somos capazes de convergir e cuidar dos nossos idosos”.

Falando ao mar de gente que se encontrava no Salão Nobre da Sociedade Amor da Pátria, onde decorreu o congresso durante os últimos dois dias, o Presidente da Assembleia enalteceu o trabalho desenvolvido pelas Misericórdias em todo o País e sobretudo nos Açores, atendendo às suas especificidades territoriais ultraperiféricas.

“Ao longo dos séculos, as Misericórdias foram sempre promovendo a qualidade de vida das populações locais, prestando, criando e desenvolvendo os seus serviços segundo princípios da qualidade, igualdade e responsabilidade social, defendendo a dignidade humana, apostando no desenvolvimento pessoal dos seus utentes e no desenvolvimento profissional dos seus colaboradores”, enalteceu o Presidente Luís Garcia.

Reconhecendo que as Misericórdias “têm capacidade para ser mais eficazes do que qualquer máquina governamental, e isto sem desprimor para qualquer Governo, por melhor que trabalhe nessa área”, o Presidente do Parlamento dos Açores sublinhou ainda que as Misericórdias “serão sempre um pilar das políticas sociais”, pela sua experiência, proximidade e eficácia, e pela sua enorme capacidade de se reinventar “tentando acompanhar o evoluir dos tempos e das necessidades”, referindo-se em especial ao enorme desafio colocado pela pandemia covid-19 nos últimos dois anos.

O XV Congresso Insular das Misericórdias dos Açores e da Madeira, que este ano se realizou na ilha do Faial, foi organizado em parceria com a União Regional das Misericórdias dos Açores e o Secretariado das Misericórdias da Madeira, tendo contado com o apoio da União das Misericórdias Portuguesas e com a presença do Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, que se deslocou ao Faial expressamente para o Congresso.

O próximo Congresso Insular das Misericórdias dos Açores e da Madeira realizar-se-á no Funchal, tendo ficado agendado para 2024.

AA/ALRAA