Programa Blue Azores continua em discussão com vista à conservação e utilização sustentável do mar

O Presidente do Governo Regional dos Açores liderou mais uma reunião envolvendo todos os intervenientes do programa Blue Azores, um “trabalho em progresso” de conservação e utilização sustentável do mar que potenciará a posição dos Açores nesta matéria a nível nacional e internacional.

A reunião, tida em Ponta Delgada, integrou as cerca de duas dezenas de entidades envolvidas no programa, e serviu para consolidar a “visão, objetivos e metas” que todos devem partilhar, sinalizou o Presidente do Governo, para quem os intervenientes “não são destinatários de políticas” previamente definidas, mas sim participantes ativos em todo o projeto.

Todos, reiterou, devem partilhar a sua visão sempre assente num caminho que “garanta sustentabilidade nos mais diferentes níveis”, do campo social ao económico, passando naturalmente pelo ambiental.

O programa Blue Azores nasceu de uma parceria entre o Governo Regional dos Açores, o Instituto Waitt e a Fundação Oceano Azul em torno de uma visão comum: proteger, promover e valorizar o capital natural marinho dos Açores, com a ambição de garantir um oceano saudável como base de uma economia azul próspera e sustentável.

Com base em dados científicos robustos e na colaboração com diversos parceiros e entidades, o programa Blue Azores pretende criar novas avenidas para o desenvolvimento económico sustentável do arquipélago, em cooperação direta com os principais interessados no mesmo.

Trabalhando em estreita colaboração com as equipas científicas da Universidade dos Açores, este programa beneficia de décadas de conhecimento científico, garantindo um suporte informado na implementação das áreas marinhas protegidas.

O Governo Regional dos Açores iniciou em dezembro do ano passado o processo de envolvimento e diálogo com diferentes entidades para a definição de novas áreas marinhas protegidas, com vista a atingir a meta dos 30% das Áreas Marinhas Protegidas no Mar dos Açores, com pelo menos 15% de área totalmente protegida.

Nesta fase prossegue o trabalho de envolvimento e diálogo para se atingir este desiderato, respeitando o rendimento dos pescadores e a utilização sustentável do mar e recursos dos Açores.

AA/GRA