PS acusa governo de retomar a atividade letiva de forma imprudente e impreparada

O regresso às aulas a 10 de janeiro será feito com a regra de que alunos vacinados deixarão de estar sujeitos a isolamento, excetuando-se os casos em que o vacinado coabite com o caso positivo.

Contudo, esta regra aplicar-se-á apenas e só aos maiores de 12 anos, ficando de parte os alunos do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico na sequência da decisão do Governo Regional.

Para estes últimos, como ainda não foi iniciada a sua vacinação, vigorará a regra da obrigatoriedade de isolamento dos contactos próximos de um caso positivo que surja numa turma, tal como aconteceu durante o primeiro período. 

Por decisão do Governo Regional, a Região foi a única do País a privar crianças e famílias de acederem atempadamente à vacinação contra a COVID-19, alerta o PS.

Esta decisão levará a um contraste negativo e com um impacto significativo, atendendo a que na Região, para as crianças entre os 5 e os 11 anos, manter-se-á a regra do cumprimento de isolamento com os consequentes constrangimentos para crianças e famílias perante a identificação de casos positivos de COVID-19, enquanto que no restante território nacional, a partir de março, as mesmas ficarão em pé de igualdade com as maiores de 12 anos.

Segundo o PS, as crianças entre os 5 e os 11 anos serão assim duplamente penalizadas:

– Primeiro porque contrariamente a todo o restante território nacional, por decisão do Governo Regional, as vacinas apenas serão disponibilizadas a partir de 17 de janeiro;

– Segundo, consequência da decisão tomada, como iniciarão a vacinação mais tarde, em caso de ocorrência de casos positivos, estas crianças ainda terão de cumprir períodos de isolamento até mais tarde que todas as outras, com evidentes consequências nos seus processos de aprendizagem, bem como a nível sociofamiliar.  

Nem a tentativa de “emendar a mão” com a realização de um rastreio em massa à COVID-19 no início do ano letivo nas escolas do 1.º e 2.º ciclos de São Miguel e Terceira apagará ou aliviará o impacto dessa má decisão.

Para além de que a referida testagem aos alunos terá o seu início depois do regresso às aulas ao invés de antes deste último ocorrer e apenas contemplará as ilhas de São Miguel e Terceira, deixando todas as restantes para trás, com uma situação epidemiológica por esclarecer, nomeadamente, na ilha do Faial.

O Governo Regional repete, assim, o mesmo erro que cometeu em setembro de 2020, aquando do início do ano letivo, diz o PS.

Em ambas as ocasiões o Governo resistiu à decisão de iniciar atempadamente a vacinação das crianças e iniciou uma testagem em plena atividade letiva.

Estas medidas pecam por tardias e imprudentes e as consequências das mesmas não podem ficar a cargo dos alunos e das suas famílias, revelam os socialistas açorianos.

AA/PS