“Sala de Espelhos” de Urbano Bettencourt é um contributo relevante para a história literária e cultural dos Açores

A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou que o último livro de Urbano Bettencourt – “Sala de Espelhos” – é “lançado num momento em que são inúmeros os constrangimentos que afetam a literatura”, apresentando-se, ainda assim, “como contributo relevante para a história literária e cultural dos Açores”.

Maria José Lemos Duarte falava na sessão do lançamento de “Sala de Espelhos”, realizada no Auditório Municipal Natália Correia, na Fajã de Baixo. Sessão a que presidiu.

A edição do livro tem o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada e este é o primeiro volume da obra completa do autor.

Sobre Urbano Bettencourt, a Presidente disse tratar-se de “um dos intelectuais de maior destaque na vida cultural dos Açores, que muito nos honra enquanto munícipe de Ponta Delgada”, que “tem-nos presenteado com uma vasta obra de reconhecida valia literária e com um olhar informado e crítico, que merece ser ainda mais divulgado e valorizado”.

Maria José Lemos Duarte parabenizou o autor e a editora “por mais esta iniciativa que acrescenta valor”, desejando que os mesmos “prossigam este trabalho exemplar, honrando a nossa tradição cultural e levando o nome de Ponta Delgada e dois Açores cada vez mais longe, na geografia e no tempo”.
“Sala de Espelhos” é uma edição da “Companhia das Ilhas” e assegura a circulação e a divulgação do repertório do autor, a sua valorização crítica e social, trazendo um contributo de relevo para a história literária e cultural dos Açores.

O trabalho de Urbano Bettencourt dá a conhecer um conjunto de ensaios sobre literatura açoriana e lança um breve olhar sobre outras literaturas insulares atlânticas – Madeira, Canárias e Cabo Verde.

Dispostos em sequência cronológica, os ensaios perfazem um percurso que começa no século XIX e prossegue até alguns autores mais recentes (século XXI), entre os considerados clássicos açorianos e os mais recentes, já com um espaço delimitado no universo literário.

O livro estabelece ainda momentos fortes deste percurso e por articulação com os diferentes espaços insulares: o fim do século XIX na Horta, os anos 40-50 em Ponta Delgada e os anos 60 em Angra do Heroísmo.

AA/CMPD