São Roque contesta encerramento de balcão do Montepio Geral

O Presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico manifestou no dia de ontem a sua indignação com o encerramento este mês do balcão do Montepio Geral no concelho.

Em declarações à comunicação social, o Autarca lamentou a decisão “unilateral” do banco em virar as costas à população, sublinhando que o encerramento é “incompreensível” e revela uma “enorme falta de respeito” para com os clientes residentes em São Roque do Pico.

“Esta situação só pode ser encarada com grande tristeza. Os bancos não estão a pensar nas pessoas nem nos clientes. É absolutamente lamentável que uma instituição com uma relação de confiança no concelho há largos anos decida fechar de um momento para o outro. Numa altura em que temos a Incubadora de Empresas a trabalhar quase em pleno e que se perspetiva uma grande atividade económica à volta dessa Incubadora não se consegue perceber esta decisão”, afirmou Mark Silveira.

Após ter conhecimento da decisão, a Câmara apresentou vários argumentos para tentar evitar o encerramento, mas a instituição de crédito, que desde novembro do ano passado funcionava apenas dois dias por semana, manteve-se irredutível, alegando a necessidade de reduzir custos com o arrendamento do espaço.

A Câmara Municipal continua, entretanto, a desenvolver contactos com várias instituições de crédito para alargarem a sua rede e implantar-se em São Roque do Pico. Nos últimos meses foram realizados contactos com bancos que nunca trabalharam no concelho e com outros que já tiveram porta aberta, apresentando como mais-valia o volume de negócios anual do Município, na ordem dos cinco milhões de euros.

Além de São Roque do Pico, o Montepio Geral decidiu encerrar na ilha de São Miguel os balcões da cidade da Lagoa, onde residem mais de 14.500 pessoas, e o da Maia, com 2.000 habitantes.

AA/CMSRP