Secretária da Educação propõe parceria ao Ministério para solucionar falta de professores

A Secretária Regional da Educação propôs ao Ministro da Educação que fosse estabelecida uma parceria entre a Secretaria Regional e o Ministério “no sentido de rever o modelo de formação inicial de professores”. 

A sugestão foi feita no âmbito de um encontro entre as duas instituições, tido  dia 20 de setembro, em Lisboa, por iniciativa da Secretaria Regional da Educação.

Sofia Ribeiro avançou que, durante a reunião, os governantes verificaram e analisaram a condição de a falta de professores, partilhada pelos Açores e pelo continente português, “vir a agudizar-se, face às perspetivas de aposentação de professores e educadores nos próximos anos e ao desinvestimento que foi feito na profissão docente”.

Sofia Ribeiro garante que “houve, por parte do Ministério da Educação, acolhimento para fazer a reflexão dos desafios de futuro sobre novas perspetivas de formação inicial de docentes”.

 Para a Secretária da Educação, o Governo dos Açores “em boa hora” decidiu fazer um investimento para reforçar os professores nas escolas da Região, “porque, se não, a situação tinha sido absolutamente calamitosa”.

Para além de abordada a falta de professores, a Secretária da Educação afirmou que foi feita “uma avaliação conjunta dos dois sistemas educativos”, das normas e das políticas que pretendem desenhar “para promover o sucesso escolar e combater o abandono escolar precoce”.

“Nós somos pioneiros na introdução do Programa de Pensamento Computacional no primeiro ciclo e disponibilizamo-nos para trabalhar em parceria com o Ministério de Educação, para funcionarmos como um balão de ensaio, para que a República possa vir, se assim entender, beber esta inovação pedagógica que nós, na Região, estamos a fazer”, acrescentou Sofia Ribeiro.

Durante o encontro, foi ainda abordada a confluência de várias provas e exames no mesmo ano.

“Para além dos exames nacionais e das provas de aferição, existem também provas internacionais e testes de diagnóstico”, referiu Sofia Ribeiro.

“É muito importante que se constitua um referencial para todo o sistema educativo, com maior previsibilidade, para que não haja replicação de provas, o que permitirá que as escolas se foquem na sua atividade essencial, que é a do ensino”, finalizou. 

AA/GRA