Vacinação de crianças contra a covid-19 arranca nos Açores a 17 de janeiro

A vacinação contra a covid-19 de crianças entre os 5 e os 11 anos nos Açores deverá arrancar no dia 17 de janeiro, adiantou o Secretário Regional da Saúde, Clélio Meneses, que acrescentou que a operação se desenvolverá em regime de casa aberta “logo que cheguem as vacinas específicas para as crianças, que se prevê que cheguem” no referido dia. 

O governante revelou ainda que em todas as ilhas as vacinas “serão administradas pelas respetivas unidades de saúde sem necessidade de marcação prévia e sem diferenciação entre idades”. 

“A vacinação das crianças é por casa aberta. Os pais que entendam dirigem-se ao respetivo centro de saúde. Podendo ser vacinados na hora, são vacinados na hora, senão é feito o agendamento”, sublinhou.

Questionado sobre as expetativas do Governo Regional em relação à vacinação nos Açores das crianças entre os 5 e os 11 anos, o Secretário Regional da Saúde e Desporto reconheceu que a adesão no resto do país não tem sido muita, mas esta é uma “possibilidade” que é agora assegurada a “quem entender proceder a essa vacinação”. 

Por outro lado, Clélio Meneses falou num incremento “significativo” do processo global de vacinação, numa altura em que foram já aplicadas cerca de 40 mil doses de reforço da vacina contra a covid-19. .

“Entendemos que com o sistema de casa aberta e com o reforço que iremos fazer nas próximas semanas, iremos ter no final deste mês de janeiro números muito mais significativos da dose de reforço”, disse.

O governante confirmou a reabertura, esta quinta-feira do centro de vacinação das Portas do Mar, em Ponta Delgada e na próxima semana, do centro de vacinação do pavilhão multiúsos da Vinha Brava, em Angra do Heroísmo, ambos em regime de casa aberta. Nas restantes ilhas, a vacinação será feita nos centros de saúde, independentemente da possibilidade de abrirem alguns centros de vacinação.

“Contamos com este incremento do processo vacinal neste mês de janeiro e no princípio do mês de fevereiro darmos aqui um salto significativo em termos desta proteção”, sublinhou.

Clélio Meneses apelou uma vez mais à vacinação, admitindo “alguma reserva das pessoas em aderir à dose de reforço, porque entendem que já têm as duas doses que é o suficiente e que já não será necessário que aconteça”.

AA/GRA