Valorização de resíduos cresceu 7% em 2021 atingindo 21.451 toneladas

Em 2021, verificou-se um crescimento de 7% na valorização de resíduos, na ilha de São Miguel, atingindo um valor de 21.451 toneladas. Enquanto isso, a recolha seletiva cresceu 5,7% e a recolha indiferenciada 4%.

Esta tendência de crescimento, que tem vindo a registar-se ao longo dos últimos anos, é reveladora da existência de uma cada vez maior consciencialização da população para a importância da separação de resíduos, de forma correta e consistente.

Por seu turno, a compostagem e vermicompostagem atingiram 13.164 toneladas, sendo que, no total, foram valorizadas 17.397 toneladas de resíduos biodegradáveis.

Já na produção de resíduos urbanos registou-se um crescimento de 4,4%, diretamente associado ao crescimento do rendimento disponível das famílias, nomeadamente, com o aumento do valor do salário mínimo.

A manter o enfoque da MUSAMI na aposta na recolha e separação de resíduos, no final deste ano, entrarão em exploração duas unidades fabris novas, cofinanciadas pelo PO-SEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, uma dedicada à valorização de materiais oriundos da recolha indiferenciada (Central de Tratamento Mecânico) e outra para a produção de composto com finalidade agrícola (Central de Tratamento Biológico).

Esta transformação terá grande impacto no crescimento da valorização de resíduos na ilha de São Miguel, sempre seguindo as melhores tecnologias disponíveis e com cumprimento de procedimentos adequados ao processamento de produtos de elevada qualidade.

Refira-se que, neste momento, em que os fertilizantes agrícolas sofrem sucessivos aumentos de preço, o composto é uma alternativa muito competitiva e com benefícios de preservação e sustentabilidade dos solos com o crescimento do conteúdo de carbono, além da simples fertilização.

AA/Musami