Ventura reivindica nova PAC mais resiliente e atenta às especificidades da Região

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural defendeu, na Ribeira Grande, “uma Política Agrícola Comum da especificidade e uma Política Agrícola Comum da diferenciação” para a produção regional, de acordo com o plano Estratégico da nova Política Agrícola Comum (PAC).

No âmbito do Plano Estratégico da nova PAC, o Secretário Regional da Agricultura espera que este seja um “instrumento de intervenção pública, que defina o que é a resiliência de quem produz, que possa definir o que é um preço e um mercado justo, que possa ir ao encontro do que é necessário e que conceba maior autonomia nas produções regionais, tendo em conta a crise económica”.

Após reunião tida com a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, e com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, o Secretário Regional avançou que “aquilo que era a função do POSEI e do PRORURAL, em termos quantitativos, de produção dos agroalimentos já cessou”, acrescentando que, a partir de agora, a Região tem de seguir um novo patamar, em que esses mesmos “agroalimentos possuam uma maior naturalidade”

“O paradigma, a partir de agora, tem a ver com a filosofia dos apoios. A Região Autónoma dos Açores tem de passar de um “apoio numérico para um apoio de conteúdo, principalmente nutricional”, destacou António Ventura.

Para o titular da pasta da Agricultura, o programa POSEI está “longe de deter sucesso na sua abrangência jurídica, técnica e institucional”, alertando para o “défice existente de 13 milhões de euros no Orçamento regional”, que o Governo dos Açores vai disponibilizar de forma a colmatar possíveis cortes nas produções locais.

Nesse sentido, António Ventura garantiu que, em conjunto com a Federação Agrícola, será revista a “filosofia de apoios” existentes aos produtores, com reivindicações junto da Comissão Europeia, de forma a ser desenhado um “POSEI equitativo e de maior coesão”,

O Secretário Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural materializou ainda a reivindicação de uma “maior diferenciação e aceitação para um POSEI inter-regional”, tendo em conta as alterações climáticas, a neutralidade carbónica, o bem-estar animal e a conservação dos solos”, concretizando que “não há nenhum agricultor que não queira contribuir para essa mudança”.

AA/GRA