Vice-Presidente do Governo defende promoção da identidade Açoriana e divulgação da Região nas comunidades

“Ser Açoriano é, acima de tudo, sentir-se como tal, independentemente do lugar onde se vive”, disse o Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, que declarou saber que, “mesmo longe”, os emigrantes Açorianos “estão perto” e “não deixam de sentir que estão presentes”.

O Vice-Presidente do Governo falava na sessão de abertura do simpósio “Filamentos da Herança Atlântica”, subordinado ao tema “Os Açores e a Diáspora nos Estados Unidos”, promovido pelo Portuguese Beyond Borders Institute (PBBI) da Universidade Estadual da Califórnia, em Fresno.

Na ocasião, Artur Lima defendeu o reforço da cooperação económica com a diáspora, salvaguardando os “interesses mútuos”, e advogou ser importante ter em consideração os empresários emigrantes, “ajudando-os no que for preciso, para que, com as suas ideias e o seu dinamismo, possam ver na Região uma janela de oportunidades para os seus investimentos futuros”.

O Vice-Presidente do Governo reiterou ainda querer construir uma íntima ligação entre os açor-descendentes e a terra dos seus pais e avós, despertando o interesse dos jovens nas suas raízes.

Nesse sentido, Artur Lima pretende potencializar as novas plataformas de informação e os órgãos de comunicação social como meios de proximidade entre a Região e a diáspora, sobretudo nesta fase pandémica.

Durante a sua intervenção, o Vice-Presidente realçou que o Serviço Regional de Saúde enfrenta alguns desafios mediante o aparecimento da nova variante inglesa do vírus SARS-Cov-2.

Artur Lima assegurou que o Governo dos Açores está a unir esforços junto da União Europeia para conseguir imunizar a população dos Açores contra a covid-19, adiantando que na hipótese de tal não se concretizar, serão necessários todos os apoios “para sensibilizar o poder norte-americano no sentido” de fornecer vacinas à Região.

No final da sessão, o Vice-Presidente do Executivo açoriano recordou que “os Açorianos nunca falharam aos EUA e os EUA nunca falharam aos açorianos”, garantindo que se a Região precisar “os EUA voltarão a não falhar para com estes amigos com que contam há séculos aqui no meio do Atlântico”.

E, dirigindo-se a todos na diáspora, sublinhou: “Sei bem que o sentimento de pertença aos Açores é a melhor garantia de que a nossa terra teve passado, tem presente e terá futuro, contando com aqueles que vivem no arquipélago e com aqueles que vivem noutras latitudes. Espero que quando a pandemia permitir, nos possamos reunir de novo, num verdadeiro reencontro de saudades, onde nos iremos abraçar com a força da ligação que nos une enquanto povo”.

AA/GRA